domingo, 22 de junho de 2014

O misterioso mundo das mensagens subliminares
Unknown16:55:00

Você já deve ter escutado que elas têm o objetivo de influenciar o processo de decisão nas compras e até o nosso comportamento. Mas será que o direito de escolha pode ser realmente afetado?





Você está bem confortável na poltrona do cinema e, de repente, vem uma forte vontade de beber um determinado refrigerante. Posteriormente, tem conhecimento de que, ao longo do filme, foram exibidas imagens incentivando o consumo da bebida sem que você percebesse.

Outro dia, decide visitar algumas lojas para comparar preços. Mas, inesperadamente, a sua compulsão de compra aumenta na primeira loja visitada. O artifício desta súbita vontade está na música ambiente, que sussurra frases inaudíveis do tipo "Compre o que gostou".

Parece até filme de ficção científica, mas há quem acredite na força das mensagens abaixo do limiar da percepção, as chamadas mensagens subliminares. Dizem que elas têm o poder de ditar comportamentos, aumentar o consumo de determinados produtos ou, em resumo, manipular mentes. Este é um tema, sem dúvida, controvertido e polêmico, que não consegue ser descartado cientificamente e que, volta e meia, vem à tona apresentando experiências de cair o queixo.

Contextualizando

A utilização desse tipo de mensagem é muito mais antiga do que podemos imaginar. “O conceito existe desde os gregos, citado por Demócrito (400 a.C.), Epicuro e outros filósofos. As pesquisas iniciaram-se na área da Medicina, em Psiquiatria, na qual experimentos eram conduzidos em laboratório com grupos de controle em universidades da Europa. Mas, somente com o caso Vicary, no século 20, o conceito foi incorporado ao vocabulário da mídia e popularizado até a banalização”, explica o professor da UNESP Flávio Calazans, doutor pela USP e a maior autoridade brasileira sobre o tema.

O professor se refere a um dos mais conhecidos eventos relacionados ao assunto. Nele, o gerente de Marketing e publicitário Jim Vicary influenciou o comportamento de uma plateia de cinema durante a projeção do filme “Picnic”, em 1956. Com um taquicoscópio (espécie de projetor de slides), ele veiculou mensagens com as frases “Drink Coke” e “Eat Pop Corn”, de forma rápida demais para ser percebida conscientemente. A projeção do slide na velocidade de 1/3.000 de segundo, sobreposto ao filme, fez com que a repetição do sinal subliminar causasse efeitos no subconsciente do público. Apesar de a experiência não ter dados exatos ou rigor científico, observou-se um aumento de 57,7% nas vendas do refrigerante e de 18,10 % da pipoca.

Efeitos e defeitos

Para o professor Calazans – que estuda há 20 anos a propaganda subliminar multimídia – é possível encontrar esse tipo de mensagem em diferentes formas de comunicação. Existem provas de que ela funciona como, por exemplo, os efeitos bioquímicos da exposição a cenas com violência, apoiadas pelas teses de Kenji Toma. Nele, “há relação entre o hormônio testosterona e os impulsos psicológicos agressivos como resultante da exposição a filmes cinematográficos violentos”, explica o professor, que chama o processo de Biomidiologia.

Em contraposição, de acordo com a psicóloga e publicitária Thays Babo, não há muitos estudos publicados que comprovem a ligação entre percepção subliminar e persuasão. “Não sei se é de interesse que isso seja comprovado publicamente, já que é um recurso poderoso para as propagandas. Seria preciso impedir que houvesse esse tipo de mensagem veiculada”, comenta a psicóloga.

De acordo com ela, nem tudo o que queremos está consciente para nós. “Acredito que seja possível induzir ao consumo de algo que não se desejava inicialmente, ou não com muita intensidade. Mas, não necessariamente, a algo repulsivo. Contudo, se a consciência estiver alterada, é muito mais fácil induzir um comportamento, dependendo da situação – por exemplo, em grupo, em momentos de extrema tensão etc.”, explica Thays.

A opinião também é compatilhada pelo psicoterapeuta Alessandro Vianna. “Se as censuras e limites não forem bem claros na formação da personalidade, a pessoa pode ter algumas atitudes estimuladas por essas mensagens”, alerta. De acordo com Alessandro, essas mensagens estão em toda parte. “Para se ter uma ideia, nossos olhos captam cerca de um milhão de informações visuais diariamente. É praticamente impossível uma pessoa ‘normal’ digerir todo esse bombardeio de imagens vindas da sociedade, da natureza, da família, sem ser influenciado diretamente por mensagens subliminares”, adverte o psicoterapeuta.

Você está escutando isso?

Efeitos subliminares relacionados ao som também são amplamente debatidos e sua real funcionalidade é constantemente colocada à prova. Algumas correntes indicam que é possível encontrar mensagens demoníacas e de apelo sexual em músicas tocadas ao contrário, técnica conhecida como backward masking. Porém, não há nada que comprove cientificamente que o ser humano seja capaz de captar esse tipo de mensagem às avessas.

Recentes estudos realizados pela Northwestern University apontam, no entanto, que, ao colocarmos sons enquanto dormimos, estes podem ajudar no processo de consolidação das nossas memórias, inclusive das lembranças do que aprendemos. Nessa pesquisa, voluntários observaram 50 imagens, com respectivos sons, mostradas em sequência numa tela. Ao dormirem, metade dos voluntários foi exposta aos mesmos sons quando entraram na fase de ondas cerebrais lentas, em que o sono é mais profundo.

A percepção da memória mostrou-se surpreendente. "Nossos resultados indicaram que informações recebidas durante o sono podem influenciar a memorização. Isso não significa que seja possível aprender qualquer coisa dormindo. Além disso, o aprendizado noturno exige que a pessoa tenha contato prévio, acordada, com o que deseja aprender”, conclui o estudo, que confirmou uma descoberta similar feita por neurologistas alemães.

Merchandising editorial

Com a crescente evolução do tema e suas possibilidades positivas e negativas, algumas correntes começaram a questionar tipos de publicidade que, apesar de vistos como lícitos e comumente praticados, podiam estar usando os artifícios subliminares – entre eles, o próprio merchandising editorial. “Ocorre que nem sempre o consumidor está disposto a atribuir credibilidade aos anúncios ostensivos, declaradamente comerciais. Isso porque ele raciona e ativa mecanismos psíquicos de autodefesa em face da mensagem persuasiva publicitária”, explica Calazans.

Com isso, passou-se a buscar a utilização de publicidade dentro de novelas e filmes, num clima de neutralidade e dissimulação, onde é mais fácil a penetração de um produto a ser consumido. Nesse caso, o merchandisingeditorial geralmente não dura mais de três segundos, a fim de não virar propaganda explícita.

De acordo com o publicitário Gustavo Bastos, da agência 11:21, que atua na produção de anúncios em diversas mídias, “o que pode ser considerado como mensagem subliminar hoje é a presença de uma marca ligada a um personagem de um filme de maneira tão natural que o consumidor é influenciado sem perceber. Dois exemplos claros disso são a propaganda de cigarros nos filmes americanos da década de 1940 até 1970, e o carro do 007”. Para Gustavo, “esse tipo de mensagem pode influenciar o comportamento apenas se o produto combinar com o personagem”. Inclusive, ele conta que já fez um comercial de TV que brinca com o tema (veja abaixo).

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Polêmicas à parte, há quem acredite no poder educativo do merchandising. Os Correios conseguiram registrar uma diminuição de 30% no envio de cartas mal endereçadas no país a partir da abordagem do assunto numa novela da rede Globo, na qual uma carta importante não conseguia chegar ao seu destinatário, alterando o desfecho da historia.

Entretanto, esse tipo de publicidade encoberta, para uma corrente científica, não é subliminar, pois os sons e imagens são percebidos de forma consciente pela audiência. Inclusive, é possível até a rescisão do contrato entre empresa e veículo de comunicação, caso o produto não apareça por tempo suficiente para ser identificado.

Flavio Porto, publicitário e um dos sócios da agência Kindle, especializada em comunicação digital, defende essa tese e acredita que nem tudo pode ser considerado subliminar. “Tudo depende da forma como é inserido. O tosco e muito direto jamais será subliminar, como vemos em algumas novelas e reality shows. O subliminar é percebido como sofisticado e mexe com sentidos e percepções”, afirma.

O tema que, para muitos, é uma lenda urbana e, para outros, uma realidade inquestionável, deve estar sendo constantemente lembrado para que o direito de escolha do consumidor não seja afetado. Acreditando ou não em seus efeitos, é bom, pelo menos, ficar mais atento nos próximos anúncios da TV. Que tal, então, beber um refrigerante agora?


Legislação
No Brasil, não existe nenhuma lei que proíba expressamente qualquer modalidade de propaganda subliminar. Em casos assim, é proposto que se aplique o artigo 20 do Código de Ética dos Publicitários, que declara que as mensagens devem ser ostensivas e assumidas, assim como também o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe anúncios disfarçados. Já na União Européia e nos Estados Unidos, há legislação proibindo alguns gêneros de subliminares.

EXEMPLOS PRÁTICOS DE SUBLIMINARES

Disney


No desenho “Bernardo e Bianca”, de 1977, há inserção de dois fotogramas de uma mulher com os seios à mostra. A cena acontece aos 28 minutos do filme e é visível apenas quadro a quadro. A Disney admitiu publicamente ter encontrado imagens abaixo do limiar de percepção e foi obrigada a recolher 3,4 milhões de fitas em locadoras de vídeo nos Estados Unidos.



Cartaz do filme “O Silêncio dos Inocentes”

No cartaz de “O Silêncio dos Inocentes”, vencedor de cinco Oscars de 1992, também é possível encontrar esse tipo de mensagem. As imagens apresentadas na capa do filme possuem diferentes graus de subliminariedade. O 1º grau: a caveira branca dentro da mariposa; de 2º grau: as três mulheres brancas nuas; e de 3º grau: as outras quatro mulheres nuas, cor de laranja.

























Bush e as eleições

Em setembro de 2000, no decorrer da campanha presidencial norte-americana, um vídeo de televisão do candidato George Bush ganhou repercussão polêmica na mídia internacional. Ao veicular críticas ao programa do candidato democrata Al Gore, é possível encontrar, através de um frame, a palavra “rats” (ratos) sobreposta à frase “bureaucrats decide”. Alex Castellano, responsável pela campanha de Marketing de Bush, declarou que a inserção foi acidental. O filme foi veiculado 4.400 vezes em cobertura nacional antes de ser denunciado e cancelado.




Free e Close-Up

Treze dias antes da publicidade de cigarro ser banida das TVs no Brasil, em 2001, a campanha do cigarro Free saiu do ar. O Ministério Público de Brasília concluiu que as frases ditas pelo personagem central estimulavam o comportamento rebelde por parte do adolescente, além de conteúdo subliminar com pessoas fumando em frames de 3/10 de segundo. Já o creme dental Close-Up teve que alterar uma de suas propagandas, em 2003, após o Conselho de Ética do Conar verificar o uso de palavras de baixo calão escritas em alguns quadros do anúncio.

Caso da MTV


Em novembro de 2002, a MTV Brasil foi processada por transmitir mensagem subliminar em suas propagandas, sendo até condenada após a veiculação de uma vinheta que mostrava flashes de imagens pornográficas e sadomasoquistas. De acordo com o Ministério Público, responsável pela ação civil pública, a vinheta, quando submetida à velocidade mais lenta, mostra cenas explícitas de sadomasoquismo. Veja o vídeo abaixo




Pokémon


Em 1997, 728 crianças no Japão sofreram ataques epilépticos após assistirem a cenas do desenho que exibiam efeitos com cores. A animação piscou, durante cinco segundos, 54 luzes intensas das cores (vermelha, branca e azul) intermitentemente, em looping, forçando o nervo óptico e o cérebro com mais intensidade. O objetivo inicial dos desenhistas japoneses era a inserção de um forte estímulo visual para criar tensão emocional extrema.


Testando seu limiar de percepção

Qual elemento diferente você nota no quadro “Os Embaixadores” (1533), de Hans Holbein?



O que existe nessa imagem, além do grão de café?


Nem tudo é apenas o que parece. Isso fica mais claro em algumas obras de Salvador Dalí com a utilização da ilusão de ótica.



Como promover uma mudança interior e ser o protagonista da sua vida?
Unknown15:04:00

Assumir “Eu sou 100% responsável por tudo que acontece comigo, tudo é de minha responsabilidade, além de mim ninguém mais é responsável”, é a única forma de promover uma grande mudança de atitude interior. Você passa a ser o protagonista da sua vida, deixa de ser o coitadinho, o azarado levado pelas circunstâncias.


Quando li a afirmativa “você é 100% responsável por todos os acontecimentos da sua vida”, no livro do Prof. Massaharu Taniguchi, fiquei assustado. Acredito que há a atuação da lei da causalidade neste mundo, portanto não discordei totalmente da afirmativa. Com o tempo percebi o quanto é importante assumir 100% de responsabilidade para si.

Costumava justificar muitas coisas que eu não conseguia obter ou fazer culpando, responsabilizando os outros, as circunstâncias, ao momento errado, ao azar, a falta de sorte, falta de tempo, recursos materiais e financeiros, etc.

Pensava que o sucesso ou insucesso dependia da vontade, da ação ou participação dos outros. Por exemplo: o salário dependia não na totalidade da vontade do meu patrão. Tinha consciência que tinha que fazer a minha parte, mas daí em diante não dependia mais de mim.

Tinha uma lista de justificativas padrões: “perdi o negócio por causa da concorrência”, “cheguei atrasado por culpa do trânsito”, “deu errado por culpa de...”, “não cumpri o prazo por que...”, “ é culpa da crise...”, “não deu certo porque fulano falhou, errou”, etc.

Muitas vezes não assumia responsabilidades por medo. Medo de errar, medo de agir, medo de arriscar. Pura falta de coragem e iniciativa. Embora não admitisse publicamente, intimamente sabia que a culpa era minha nestes casos.

Uma outra forma de não assumir a responsabilidade era diluindo a própria culpa compartilhando com outros ou no meio dos outros: “todos fazem isso”, “é um ato sem importância”, “é só uma vez”. Outras táticas de não assumir a responsabilidade eram “ainda tenho tempo”, “posso fazer mais tarde/depois”, “pode ser que aconteça/apareça algo/alguém ...”, “vou me informar/pesquisar ...”.

Felizmente nunca utilizei as “justificativas socialmente aceitas”, tais como: “sou feliz com o pouco que tenho”, “sou espiritualmente rico”, etc. Se você for totalmente desapegado de bens materiais, ótimo, parabéns, mas se tem inveja dos que viajam para o exterior na primeira classe é enganar a si próprio.

Com relação a pessoas bem mais sucedidas que eu, sempre tive a certeza que a culpa era minha. Nunca transferi a culpa para “falta de sorte” ou “não nasci em berço de ouro”, “meus pais eram pobres”, “não tenho amigos influentes”.

O grande problema de não assumir 100% de responsabilidade é que ao se eximir da culpa nunca olha para si, para dentro de você: como pensa, como age, como reage. Não promove a mudança interior. A única forma de mudar um resultado é mudando a causa.

Ao transferir a culpa para os outros ou para as circunstâncias externas, a causa também é transferida junto. Desta forma, você nunca faz uma análise de si próprio para ver em que poderia ter feito, melhorado para alcançar resultados satisfatórios. Nunca corrige a verdadeira causa.

A declaração “sou 100% responsável por tudo que acontece comigo” leva à mudança de cinco atitudes. Primeira: não querer encontrar um culpado. Segunda: não culpar uma circunstância externa: empresa, família, chefe, governo, mercado, economia. Terceira: examinará a si próprio. Quarta: agirá proativamente. Quinta: se algo sair errado, irá se esforçar muito mais.

Quando você toma resolutamente a decisão de não mais culpar os outros, assumir que “tudo é de minha responsabilidade, além de mim ninguém mais é responsável” e cumprir esta decisão, irá promover uma grande revolução, uma grande mudança interior. Tudo melhora porque você passa a ser o protagonista da vida, deixa de ser o coitadinho levado por ela.

Fonte: Administradores

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O que você faz melhor?
Unknown01:58:00

"Para começar, passamos boa parte da nossa vida de estudantes direcionando esforços para estudar aquilo que muitas vezes não temos habilidade"



Ninguém é bom em tudo! Seria bom se tivéssemos todas as habilidades e não precisássemos de outras pessoas para realizar atividades e tarefas. Além de isso ser irreal, também não teria a mesma graça se fôssemos todos iguais.

Para começar, passamos boa parte da nossa vida de estudantes direcionando esforços para estudar aquilo que muitas vezes não temos habilidade. Na prática isso significa ter de estudar muito mais aquela matéria que temos dificuldade para – com sacrifício – ficar na média. Afinal, é melhor atingir a média em tudo do que ter nota super alta em umas e nota baixa em outras, não é mesmo?

Concordo que essas são as regras do jogo enquanto somos estudantes, mas quando falamos de desenvolvimento e amadurecimento pessoal e profissional, é fundamental conhecermos quais são nossas reais habilidades. É isso mesmo: precisamos conhecer e reconhecer aquilo que fazemos muito bem, aquilo em que somos bons. Algumas pessoas confundem isso com arrogância, mas não tem nada a ver com isso. Arrogância é se achar melhor do que os outros porque tem determinada habilidade e não reconhecer que outras pessoas possuem qualidades também.

Eu sempre tive dificuldades com matemática. Achava que as pessoas que tinham facilidade com essa matéria eram mais inteligentes do que eu. Demorou um tempo para eu perceber minhas reais habilidades e reconhecer, por exemplo, que minha criatividade era de fato um ponto a meu favor.

Por que reconhecer pontos fortes e fracos é importante para a carreira de um profissional? É simples. Conhecendo-os, cada pessoa pode focar seus esforços naquilo que realmente gosta, no que lhe dá prazer e permite que apresente melhores resultados. É comum na divisão de tarefas no mundo corporativo que um líder fale: “fulano cuida de tal parte do projeto porque ele é bom nisso.” Prestar atenção quando somos sempre escolhidos para fazer algo é uma ótima maneira de saber mais sobre nossas habilidades.

Em geral, tendemos a reconhecer as qualidades dos outros, pois nos chama a atenção a facilidade daquela pessoa em determinada tarefa. Mas quando a facilidade é nossa, nem sempre somos capazes de reconhecê-la. A impressão que se tem é que aquilo que é fácil de fazer não necessariamente tem valor. Se focarmos nossa energia somente em melhorar nossos pontos fracos, corremos o risco de nos tornarmos “medianos” (lembra dos tempos de escola?) e, certamente, esse não é o sonho de nenhum profissional.

Falo aqui de habilidades que vão além de conhecimentos. Falo de comportamentos, ou seja, características pessoais marcantes que produzem um resultado positivo. Por exemplo: tem pessoas que se comunicam e falam muito bem, outras pessoas são ágeis em resolver problemas e tomar decisões. Todos têm características positivas que devem ser utilizadas a seu favor.

Se você não tem ideia de quais sejam suas habilidades, sugiro que responda às seguintes perguntas:

- O que eu faço muito bem? O que faço bem desde a infância?

- Pelo que sou reconhecido por meus colegas, família, professores?

- Em que situações me sinto muito bem?

- Em que situações eu fiz a diferença? Por quê?

Na sequência, envie perguntas semelhantes a estas para pelo menos cinco pessoas em que você confia. O ideal é que sejam pessoas que te conheçam bem como parentes, amigos ou colegas de trabalho. Depois compare o conteúdo das respostas com as suas e busque concluir quais são as suas facilidades, suas habilidades.

Conhecendo aquilo que você faz bem, fica mais fácil: escolher as propostas de trabalho que te deixarão mais satisfeito profissionalmente; conseguir um aumento de salário ou reconhecimento do chefe; e ter sucesso na sua carreira. Essa reflexão é importante para evitar que você passe a vida toda fazendo o que você menos gosta e, consequentemente, colhendo menos frutos do que poderia. Permita-se descobrir o que te faz feliz!

Fonte: Administradores


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Determinação
Unknown19:14:00

"Ninguém pode construir em lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém exceto tu, só tu" - Nietzche
A diferença entre as pessoas comuns e as bem sucedidas é que as pessoas que têm sucesso não ficam perdendo tempo discutindo suas limitações. Elas as transcendem. Recebem sua cota justa de obstáculos e continuam em frente apesar disso.
Às vezes ficam machucadas e até feridas emocionalmente, mas se levantam e recomeçam.
O poder de realizar os próprios sonhos. A força de tornar real o objetivo. Algumas pessoas parecem ser predestinadas a marcar sua passagem por este planeta. Não pense que elas são beneficiadas pelo destino, ou escolhidas por uma "conspiração astral". Elas apenas ousam realizar. Você também pode ser assim. Quantos sonhos você deixou de realizar por não se sentir capaz? Como pode saber se é ou não capaz, se não tentar?
Gente bem-sucedida não nasceu predestinada. Apenas ousou lutar por seus ideais. O caminho de quem tem sucesso não é ou não foi fácil. Por vezes, os obstáculos foram tantos que a vontade de desistir foi maior, vencendo muitos que almejavam destaque. Mas, para muitos, a realização foi plena e eles marcaram sua existência.
Quando você achar que é difícil prosseguir, deve lembrar-se dessa história. Numa noite de outubro de 1968, um grupo de obstinados torcedores permaneceu no estádio Olímpico da Cidade do México para ver os últimos colocados da Maratona. Mais de uma hora antes, Mamo Wolde, da Etiópia, havia cruzado a linha de chegada debaixo de saudações exuberantes de todos os presentes.
Mas, enquanto a multidão esperava pelos demais colocados, anoitecia e começava a esfriar. Parecia que os últimos corredores já haviam chegado ao estádio. Assim, os espectadores começaram a ir embora. Foi exatamente nesse momento que todos começaram a ouvir as sirenes dos carros que acompanhavam a prova e que chegavam aos portões do estádio naquele instante.
Todos pararam para observar e viram o último corredor entrar no estádio e fazer a volta final, completando os mais de quarenta quilômetros da prova. O corredor era John Stephen Akhwari, da Tanzânia. Quando ele estava passando pela pista de atletismo, os espectadores puderam ver que sua perna estava enfaixada e sangrando. Ele havia caído e se machucado durante a prova, mas isso não o impediu de continuar. As pessoas no estádio se levantaram e o aplaudiram até ele cruzar a linha de chegada.
O respeitado produtor de documentários, Bud Greenspan, observava à distância. Depois, intrigado, Bud chegou-se a Akhwari e perguntou porque ele tinha feito tamanho esforço para chegar ao final da corrida. O jovem da Tanzânia respondeu em voz baixa: "meu país não me enviou a noventa mil milhas de distância para começar a corrida. Eles me enviaram para terminá-la".
Não se abata com as dificuldades ou com o agouro de quem o desanima. Não escute aqueles que martelam ao seu ouvido que você não é capaz. Lute por seus sonhos determinadamente. Determinação foi o que John F. Kennedy personificou em 1961 quando disse que poria um homem na Lua antes do final daquela década.
Determinação foi a força que levou Walt Disney perseverar em construir seu sonho, apesar de ter que declarar falência cinco vezes. É de exemplos como esses que você pode tirar inspiração nos momentos em que acha que está prestes a desistir, abater-se ou abandonar seu sonho.
Eu sei que preciso usar a determinação dos outros como inspiração quando sinto que o vértice da gravidade me puxa para baixo e as coisas parecem difíceis demais. Lembro-me que outras pessoas já fizeram isso e eu também posso fazer. Só preciso de determinação. para continuar em frente.   

quarta-feira, 18 de junho de 2014

5 lições de Jorge Paulo Lemann para atingir o sucesso
Unknown20:21:00


5 lições de Jorge Paulo Lemann para atingir o sucesso. Conheça os princípios básicos que norteiam as decisões e a carreira do homem mais rico do Brasil.


Algumas pessoas acreditam que enriquecer é uma questão de escolha. Eu acredito que as escolhas que fazemos no decorrer da vida podem, se feitas de maneira inteligente e consciente, nos direcionar para boas oportunidades de sucesso em diversas áreas da vida, inclusive a financeira.

Creio que temos a chance de fazer boas escolhas todos os dias: escolher trabalhar com afinco e fazer bem feito; escolher investir em boa formação para aproveitar as necessidades do país por mão de obra qualificada; escolher agir dentro de preceitos éticos e profissionais. Temos escolhas.

Será que inovar e perseverar também são decisões que envolvem escolha? Provavelmente sim, como podemos ver na história de Jorge Paulo Lemann, atualmente o homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo.

Ao longo de sua trajetória de sucesso, Lemann criou em suas empresas uma cultura inovadora no país, fazendo com que o mérito fosse levado em consideração na hora de decidir quem ocuparia as melhores colocações e, eventualmente, se tornar seu sócio. A partir daí, crescer rapidamente e ter a companhia dos melhores se tornou possível.

Mas não bastava ser bom. Ao seu lado só havia espaço para os melhores! Falo de profissionais capazes de conciliar competência técnica, boa formação e disposição para que o trabalho fosse sempre prioridade.

Essa cultura sempre despertou minha curiosidade e admiração, afinal o Brasil sempre teve na produtividade um dos seus grandes gargalos (mesmo sendo um reduto de gente muito trabalhadora e criativa).

Ao analisar mais de perto a trajetória da Jorge Paulo Lemann percebi que alguns pontos foram fundamentais para seu sucesso, sendo um deles o ponto chave: a construção de uma carreira sólida se deu ao longo de quase quatro décadas, e não da noite para o dia (jeito romântico que geralmente usam para tratar do empreendedorismo).

Hoje, Jorge Paulo e seus sócios controlam ou possuem participações de destaque em empresas com presença global, como: Burger King, Ab-Inbev (dona das marcas Budweiser, Brahma, Skol, Stela Artois, entre outras) e Heinz. 


5 lições de Jorge Paulo Lemann para atingir o sucesso
Para ajudá-lo a entender um pouco mais sobre como Jorge Paulo Lemann se tornou o empresário de sucesso que é hoje, separei 5 lições importantes observadas ao longo de sua trajetória.

Ao analisar essas lições mais de perto, talvez tenhamos algumas pistas para que possamos seguir caminho de sucesso parecido. Vejamos:

1. Sonhe grande, mas mantenha o foco
Uma das frases favoritas de Jorge Paulo Lemann e seus sócios, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, é: “Sonhar grande dá o mesmo trabalho de sonhar pequeno”. Não existem limites para quem trabalha muito e corre atrás dos objetivos, desde que a gestão dos negócios seja acompanhada de foco e decisões “pé no chão”.

Jorge Paulo foi um esportista (jogava tênis) durante a juventude e levou das quadras para a vida profissional a ideia de que mais importante do que jogar para a plateia é ganhar o jogo. Ao sonhar grande e perceber que com sua equipe e estilo de trabalho seria possível ir além do Brasil, Jorge Paulo fez seu império cervejeiro se tornar o maior do mundo.

2. O simples é melhor que o complicado
Um dos grandes trunfos de Jorge Paulo Lemann foi a capacidade de tomar decisões rápidas e objetivas. No Garantia, o mítico banco de investimentos que fez história no mercado financeiro durante as décadas de 80 e 90, praticamente não haviam reuniões e as decisões eram tomadas em simples conversas.

Por lá não existiam salas e todos estavam sempre muito próximos uns dos outros. A necessidade de tomar decisões rápidas fazia com que o simples fosse sempre a alternativa mais viável, o que ao longo dos anos se tornou, de fato, parte de seu estilo de liderar – os resultados comprovam a eficácia dessa estratégia.

3. Tenha ao seu lado profissionais melhores que você
Trabalhar em equipe sempre foi algo essencial e característico das empresas que adotam a meritocracia, por isso Jorge Paulo Lemann e seus sócios levaram em consideração a necessidade de contratar profissionais excepcionais e que fossem “melhores do que eles”, como eles sempre dizem. As contratações eram feitas com essa premissa desde o início.

Essa ideia, somada à disposição de trabalhar incessantemente, criou uma geração de profissionais obcecados pelo cumprimento de metas e por desafios cada vez maiores. Quem quisesse se juntar a essa turma precisava ser muito bom, além de trabalhar muito (e aqui falo de muitas horas por dia, inclusive nos fins de semana).

Muita gente seguiu em frente, mas muitos também desistiram logo no início. O fato é o quadro de profissionais sempre tinha gente motivada, com excelente formação e muita experiência.

4. O maior risco é não arriscar
Sair da cama todos os dias rumo ao trabalho já é um grande risco, muito embora seja difícil assumir essa realidade. A nossa vida é marcada pela constante incerteza do que vai acontecer (principalmente aqui no Brasil), mas com trabalho e planejamento muitos riscos podem ser mitigados.

O planejamento funciona justamente com a ideia de ter um Plano B, uma saída de emergência que funcione como alternativa para resultados não tão bons. Ao não arriscar, podemos deixar escapar boas oportunidades, seja na vida pessoal ou profissional.

Jorge Paulo Lemann sempre defendeu a importância de arriscar como parte natural do caminho de sucesso de qualquer profissional. A diferença é que ele estava sempre pronto a lidar com as consequências e assumir responsabilidades diante dos resultados de suas decisões arriscadas. Ele sempre soube que não arriscar é pior do que tentar e errar.

5. O bom é inimigo do ótimo


Sair da vala comum é sempre um desafio. Muita gente está acostumada a se contentar com o que tem, outros mais contestadores acreditam que o “mais ou menos” não é uma opção e buscam superar-se. O perigo está em crer que há perfeição a ser atingida, o que torna a jornada uma busca cansativa e contraproducente.

Jorge Paulo Lemann e seus sócios entenderam logo que o bom é inimigo do ótimo e, em vez de desejarem criar o cenário corporativo ideal, passaram a buscar a excelência através da melhoria de seus processos, da evolução de sua equipe e da oferta de seus produtos. A discussão sobre a melhor cerveja nunca pareceu fazer sentido para eles.

Essa lição também pode ser constatada ao olharmos o cuidado com que Jorge Paulo e suas empresas lidam com os custos. A excelência dos negócios administrados por eles vem do foco nos custos, na equipe e no produto. Eles preferem ser muito bons nisso, pecando em outras coisas. Parece óbvio, mas outras empresas tentam ser perfeitas em tudo e, bom, comem poeira.

Conclusão

Alcançar posições de sucesso na vida não é algo tão simples. Chegar lá requer muito esforço, dedicação, uma boa dose de sorte ao assumir certos riscos e sabedoria (e experiência) para encontrar bons parceiros e sócios.

Durante sua vida, Jorge Paulo Lemann mostrou ter mais acertado que errado, embora reconheça as incontáveis lições aprendidas com alguns de seus fracassos (alguns que custaram muitos milhões de reais). 


Para finalizar o artigo, vou usar uma frase de Harry S. Truman, que abre um dos capítulos do livro “Empresas Feitas Para Vencer”, de Jim Collins, um dos principais influenciadores de Jorge Paulo e seus sócios, e retrata muito bem a forma com que trabalham:

“Você pode realizar qualquer coisa na vida, desde que não se importe com quem vai levar o crédito”

Resta a nós, aprendizes e observadores de gente como Jorge Paulo, aguardar seus próximos passos. Compartilhe sua opinião sobre estas lições no espaço de comentários abaixo. Obrigado e até a próxima!

Fonte: Dinheirama